"Ever notice how many of women's problems can be traced to the male gender ?
— MENstruation,
— MENopause,
— MENtal breakdown,
— GUYnecology,
— HIMmorrhoids..."
Faz sentido.
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julho 16, 2010
julho 15, 2010
Corte e costura
Por força das circunstâncias – e porque encasquetei com um vestido e não descanso enquanto não arranjar um minimamente parecido – ando por estes dias a descobrir o maravilhoso mundo do ‘corte e costura’.Confrontada com a impossibilidade de arranjarem o tal vestido num tamanho humanamente possível (para gente com mais de 65kgs) e recomendada por quem percebe da coisa [obrigada, miúda!], lá fui ter com uma profissional da ‘agulha e do dedal’. Até aqui, tudo a correr bem.
O pior foi quando a costureira me enviou numa (vim eu a saber depois) perigosa missão: ir à loja dos tecidos e à retrosaria. Demorei 5 minutos a encontrar o tecido que queria, a cor que procurava e a pagar a mercadoria.
A retrosaria é que deu cabo de mim. E tive medo. Muito.
Nunca estive num campo de batalha, mas desconfio que qualquer trincheira é bem mais calma que um grupo de mulheres a comprar botões. Estava aliás, longe de imaginar que 50cm de elástico (do mai fininho) e dois colchetes degenerassem em violência verbal, quase física (queres ir lá para fora, queres?! Hum?! Vê lá se queres que te cosa a boca, ó sua….mal educada…...!). [quem fala assim, tem claramente educação e respeito pelos outros, para dar e vender!]
O meu pânico não foi, nem de longe nem de perto menor, quando uma tal Alzira Melo furou uma fila de 10 pessoas e se encostou ao balcão a rosnar entre dentes “arrialmente, quem paga adiantado é mal servido! Tssssss….. Só cá vim levantar uma alça de uma carteira que comprei ontem e que já está pronta de certeza absoluta e que já está paga, que eu comprei-a ontem. Está em nome de Alzira Melo. Mas isto arrialmente quem paga adiantado é mal servido….. É uma bergonha! Ai que vida!”. Foi obviamente ignorada - o que não a demoveu de falar sozinha até chegar à vez dela (gentilmente cedida por mim, que me afastei o mais que pude da Alzira porque estava a ver que sobrava para os meus lados e ainda acabava estrafegada com a tal “alça da carteira que já está pronta e paga desde ontem!”)
Admiro a paciência e sobretudo a coragem das empregadas daquele balcão. Têm todo o meu respeito. Quase beijei e abracei a senhora que me atendeu. Não lhes gabo nem um bocadinho a sorte de vender carrinhos de linha e fechos éclaires (dos de 18cm, ‘tá claro! São os melhores, segundo aprendi hoje) à hora de almoço – hora de ponta numa retrosaria – e terem ainda a bravura e a audácia de anunciarem àquele público inquieto: “há que ter calma e aguardar pela vez, segundo a ordem de chegada. Com calma, paciência e educação tudo se faz! Um bocadinho mais de compreensão que somos poucas deste lado!”
(isto enquanto empurram delicadamente para fora do balcão uma ou outra freguesa mais impaciente que só quer um "feichinho para o biquini. É coisa pouca. Eu procuro, deixe estar!" Vi eu. Pois que vi.)
As empregadas daquele estabelecimento deviam estar armadas até aos dentes e ter aulas de defesa pessoal. E protegidas com guarda-costas e seguranças. E um valente seguro de vida/saúde.
Aquilo é a guerra. E mete realmente medo.
Olha... vidas!
Grandes vidas...,
Isto é que vai aqui uma vida...,
Tudo me chega...
julho 14, 2010
Há dias assim….
“Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.”
(Jean-Paul Sartre)
Há dias em que apetece bater com a porta, mandar o patrão à fava e correr os colegas à bofetada. Dias em que se perde o apetite e se dorme com o trabalho. Dias em que a sanidade mental está por um fio e os nervos em frangalhos. Dias em que nos sentimos esgotadas, aturdidas, incompreendidas, mal pagas.
E depois há dias assim.
Dias bestiais que mudam em apenas 5 minutos. E todo o esforço, sacrifício e loucura são absolutamente compensados.
Assim vale a pena.
(Jean-Paul Sartre)
Há dias em que apetece bater com a porta, mandar o patrão à fava e correr os colegas à bofetada. Dias em que se perde o apetite e se dorme com o trabalho. Dias em que a sanidade mental está por um fio e os nervos em frangalhos. Dias em que nos sentimos esgotadas, aturdidas, incompreendidas, mal pagas.
E depois há dias assim.
Dias bestiais que mudam em apenas 5 minutos. E todo o esforço, sacrifício e loucura são absolutamente compensados.
Assim vale a pena.
junho 30, 2010
A culpa…
… não é do Queiroz, nem do CR7, nem do árbitro. Não.
A culpa disto tudo é do D. Afonso Henriques, que em vez de se ter armado cavaleiro, armou-se claramente em parvo, declarou Portugal “um reino independente” do que é hoje a Espanha e ainda arreou na mãe. (e ainda reclamamos dos putos do séc.XXI... os genes são tramados.)
Longe de querer ou estar aqui a renegar a minha pátria, é só para dizer que o juizínho faz muito falta. Mas uma mãe que assente dois pares de lambadas no momento certo, ainda faz mais.
(Isto no Europeu é que vai correr bem. É um feeling que eu tenho.)
A culpa disto tudo é do D. Afonso Henriques, que em vez de se ter armado cavaleiro, armou-se claramente em parvo, declarou Portugal “um reino independente” do que é hoje a Espanha e ainda arreou na mãe. (e ainda reclamamos dos putos do séc.XXI... os genes são tramados.)
Longe de querer ou estar aqui a renegar a minha pátria, é só para dizer que o juizínho faz muito falta. Mas uma mãe que assente dois pares de lambadas no momento certo, ainda faz mais.
(Isto no Europeu é que vai correr bem. É um feeling que eu tenho.)
janeiro 19, 2009
Mamma Mia

A minha mãe é a maior. Mas é mesmo. E em tudo: é uma lutadora, uma sobrevivente, um exemplo, uma beleza, um orgulho, um espectáculo, uma força da natureza, uma mulher ímpar - and so on, so on, so on.E é também, entre inúmeras qualidades, uma castiça.
Ora, a minha mãe não caminha para nova (nem eu!) e está, nesta altura, em plena reforma a gozar o seu merecido descanso. Ou seja, começa agora a desfrutar das maravilhas de uma novela da noite e de um final de tarde com o Fernando Mendes. E vive isto com a mesma intensidade com que viveu as alegrias e tristezas dos fregueses que lhe passaram pelo balcão da loja durante 30 anos.
De maneiras, que os nossos almoços de domingo começam com as tradicionais queixas acerca do meu progenitor ("o teu pai está de todo!") e terminam com o resumo semanal de uma tal Alice que anda a cavalo e que tem dois ou três ou mais amores e uma história de vida muito desgraçada. Não faço ideia de que raio está ela a falar mas presumo que seja coisa da TVI. E ela faz-me sempre o ponto da situação, como se de um familiar se tratasse:
- Mãe, e novidades? Está tudo bem?
- Não!
- Não?? Então porquê? O que se passa?
- Olha... aquele desgraçado anda a fazer a vida negra à rapariga. Uma tristeza! Ainda esta semana, ela foi... blá blá blá... e sabes o que ele fez?! Blá blá blá blá blá blá... Depois, o fulano meteu-se com sicrano e blá blá blá blá blá.....
- Mas quem, mãe?!
- A Alice!! A rapariga dos cavalos! Quem havia de ser???
- Mas eu não sei quem é, mãe. Eu não vejo novelas.
- Mas devias. Que aquilo é tão bonito. E o que eu gosto da Alice!
- Certo!....... E tirando isso, está tudo bem?
- Mais ou menos! Tenho ali uma galinha... só me dá problemas e arrelias. Não queiras saber! Anda a esconder os ovos e................
Como eu adoro a minha mãe! E o que ela tem para me contar.
Mas voltando à tal Alice, são tantas as vezes que está presente à nossa mesa, que qualquer dia também já lá tem um prato. No fundo, desconfio que toda esta 'preocupação' com a moça se deve ao facto de eu ser um 'caso perdido' no campo sentimental/matrimonial ("tu não queres casar e não...") - ou de a minha mãe não fazer ideia de como anda a minha vida amorosa - e de eu já ter desistido da equitação há uns largos anos.
Portanto, só me resta desejar à tal Alice, saudinha. Da boa. Que dure por mais algum tempo e que encontre um moço que a faça feliz. E que resolva a vidinha dela. Se não for por mais nada, pelo bem-estar da minha mãe.
[Quanto à galinha... é só apanhá-la a jeito e recitar-lhe uma receita de strogonoff . Vai pensar duas vezes, antes de voltar a esconder os ovos e de se meter assim com a minha mãe.]
Olha... vidas!
Grandes vidas...,
Isto é que vai aqui uma vida...
dezembro 21, 2008
Meus amores,

A tia abriu uma excepção e desta vez não vai falar mal dos outros. Quer dizer, vai se se atreverem a meter-se convosco. Mas hoje quero falar para e com vocês.
Primeiro, o Francis. Que já cá anda há mais tempo e vai ser o mano mais velho. Esta coisa da idade merece respeito, puto!
Quero que saibas que és especial. Que o facto da família estar maior, só te vai tornar ainda mais especial. Que a mãe e o pai vão ter amor para te dar, sempre. E cada vez mais. Quer te portes bem ou menos bem. Vais é ter de ser corajoso e paciente nos primeiros tempos porque a mana é pequenina e precisa de ajuda para tudo. Mas também sei que vais ser um homenzinho e que vais fazer tudo o que estiver ao teu alcance para ajudares também. No entanto, vai haver alturas em que não vais achar grande piada a tanta atenção partilhada. Não faz mal, puto. É assim mesmo. Podes perguntar a quem quiseres.
Só não podes duvidar o quanto te amo de paixão. E do quanto fazes parte de mim. Nunca me questiones se gosto mais de ti que da mana (ou vice versa) porque vou adorar-vos com o mesmo peso, conta e medida. Mas quero que saibas que és o meu mais que tudo. O meu orgulho. O meu pequeno grande amor. O primeiro. O único. Estarei sempre contigo e para ti, nos bons e nos maus momentos. Na saúde e na doença. Na alegria e na tristeza. Sei que nem sempre o demonstro da melhor maneira ou tantas vezes quanto mereces mas dou a vida por ti se ma pedires ou precisares.
Toma bem conta da 'piquena', ok?!
Para a Mada. Minha querida, nem sabes o que te espera! Estás a horas de respirar pela primeira vez este mundo e vais chorar quando o fizeres. Primeiramente, porque te vai doer e porque a barriga da mãe é seguramente o melhor sítio para se estar. Depois, porque te vais questionar ao longo da vida ‘quem é que me mandou vir?’ Mas calma, miúda, isso ainda vai levar muito tempo. Além de que, garanto-te eu, também vais derramar muitas lágrimas de alegria. Muitas mesmo.
E a verdade, é que isto não é tão mau quanto parece. É certo que vais nascer no Inverno, num país em crise, num planeta ameaçado por inúmeras coisas mas isso não importa nada. Porque vais ser muito bem vinda. E muito amada. Estamos todos ansiosos por te pegar ao colo, ver-te crescer e te encher de tudo aquilo a que tens direito. E mais ainda! A nossa família não é perfeita (nenhuma é. O que vais ver nos filmes, é mesmo ficção) mas não te preocupes porque vais ter uma casa linda, um mano extraordinário, uma mãe-coragem, um pai-herói, uns avós babados e uma tia que… enfim, fala mal dos outros em blogs, tem um piercing no nariz e uma tatuagem nas costas. E claro, que te adora desde o momento que soube da tua existência. Hoje e sempre. Cada vez mais.
Por isso, miúda… cá te espero. Que venhas carregadinha de saúde e que a estrela da sorte e a da felicidade te acompanhem. Até amanhã, princesa.
P.s. – dado que tudo (ou alguma coisinha, vá) o que tenho será vosso um dia, EXIJO que me metam num lar de 3ªidade de grande qualidade. Ou melhor, de altíssima qualidade. Tipo hotel de 5 estrelas para reformados. Mas falaremos melhor quando tiverem idade para irmos os três para os copos…
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