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agosto 26, 2010

Nada


Para saber o quão deprimente pode ser a vida de uma pessoa (ou o quão calona ela se tornou, que nem às compras é capaz de ir), é abrir o frigorífico. O meu resume-se a… nada.

Tirando as 6 minis, um pacote de polpa de tomate, um de leite já no fim e meio frasco de maionese (light, para que conste) não se passa absolutamente mais nada no meu frigorífico.

Zero. Nem germes. Nem tupperwares de mamãe esquecidos. Nem ‘coisas’ verdes que podem, a certa altura, ganhar vida própria. Nada.

Cheira-me que está na altura de dar algum sentido à minha existência e ir 'socializar' para o supermercado.

julho 29, 2010

Como?!

Das duas, três: ou eu ando realmente com muito mau aspecto ou o velho piropo ‘ó boa! Ó grossa!’ já não rende como antigamente.

A verdade é que fui ‘perseguida’ por um senhor (com idade para ter algum juízo) na rua que durante os 5 minutos que caminhou atrás de mim, atirou-me com um ‘ciganinha bonita… és tão linda!’ (seguido dos beijinhos repenicados). E repetiu aquilo até o perder de vista e ouvido.

Honestamente, não me incomodam as ‘pérolas’ cuspidas das carrinhas de serventes de pedreiros ou as ‘bujardas’ do pessoal das minis na esplanada (ó fofa! Não sabia que as bonecas andavam! Não deves ter filhas ou sobrinhas: hoje em dia há bonecas que fazem tudo,’fofo’!). Pelo contrário: acho que quem se dá ao trabalho de abrandar, parar, assobiar, apitar ou se debruçar sobre a janela de um veículo em movimento merece alguma consideração – quanto mais não seja, pelos riscos que correm. Nomeadamente de se aleijarem.

E porque mal ou bem, só faz bem ao ego de uma mulher. Afinal, se eles se dão ao trabalho de nos chamar à atenção, é porque realmente merecemos, porra! (se fosse um tipo engravatado num grande carro, com muito bom aspecto e bem na vida, não nos incomodaria. Certo?!)

Agora, o ‘ciganinha’ é que me deixou perturbada.

Estou mesmo a precisar de férias....

julho 27, 2010

Esperteza saloia

Vamos lá ver se a gente se entende de uma vez por todas, para não ter que tomar medidas drásticas e arranjar uma inquietação com a vizinhança (que já por si, tem muito que se lhe diga!).
Porque se há coisa que me dá cabo dos nervos é o “chico espertismo” e a “esperteza saloia” dos meus vizinhos começa a tirar-me do sério.

A saber: os parqueamentos dentro de prédio não são para ocupar só porque sim. Só porque apetece.

As pessoas pagam-nos para poderem estacionar o seu automóvel. Boa?!

E se há dezenas deles no prédio fechados a correntes e cadeados, o que está temporariamente aberto não é um convite – repito: NÃO É UM CONVITE a “podem açambarcar-se deste lugar que está vago e à vossa espera! Fiquem o tempo que quiserem que isto é do povo!!!”

Pela segunda vez, deixo o aviso (desta vez ao dono do Opel Corsa): se querem, pagam! 50/50 e até podemos combinar um sistema de rotatividade para agradar a ‘gregos e troianos’.

Se não quiserem pagar o dito lugar, começam a pagar-me o seguro do carro para que eu o possa deixar na rua e acordar com ele assente em 4 tijolos e sem o rádio, peças de motor e afins. Como preferirem.

De borla e pelas costas, é que não.

Deus me dê paciência. Porque se me dá forças, isto vai dar em pancada.

julho 15, 2010

Corte e costura

Por força das circunstâncias – e porque encasquetei com um vestido e não descanso enquanto não arranjar um minimamente parecido – ando por estes dias a descobrir o maravilhoso mundo do ‘corte e costura’.

Confrontada com a impossibilidade de arranjarem o tal vestido num tamanho humanamente possível (para gente com mais de 65kgs) e recomendada por quem percebe da coisa [obrigada, miúda!], lá fui ter com uma profissional da ‘agulha e do dedal’. Até aqui, tudo a correr bem.

O pior foi quando a costureira me enviou numa (vim eu a saber depois) perigosa missão: ir à loja dos tecidos e à retrosaria. Demorei 5 minutos a encontrar o tecido que queria, a cor que procurava e a pagar a mercadoria.

A retrosaria é que deu cabo de mim. E tive medo. Muito.

Nunca estive num campo de batalha, mas desconfio que qualquer trincheira é bem mais calma que um grupo de mulheres a comprar botões. Estava aliás, longe de imaginar que 50cm de elástico (do mai fininho) e dois colchetes degenerassem em violência verbal, quase física (queres ir lá para fora, queres?! Hum?! Vê lá se queres que te cosa a boca, ó sua….mal educada…...!). [quem fala assim, tem claramente educação e respeito pelos outros, para dar e vender!]

O meu pânico não foi, nem de longe nem de perto menor, quando uma tal Alzira Melo furou uma fila de 10 pessoas e se encostou ao balcão a rosnar entre dentes “arrialmente, quem paga adiantado é mal servido! Tssssss….. Só cá vim levantar uma alça de uma carteira que comprei ontem e que já está pronta de certeza absoluta e que já está paga, que eu comprei-a ontem. Está em nome de Alzira Melo. Mas isto arrialmente quem paga adiantado é mal servido….. É uma bergonha! Ai que vida!”. Foi obviamente ignorada - o que não a demoveu de falar sozinha até chegar à vez dela (gentilmente cedida por mim, que me afastei o mais que pude da Alzira porque estava a ver que sobrava para os meus lados e ainda acabava estrafegada com a tal “alça da carteira que já está pronta e paga desde ontem!”)

Admiro a paciência e sobretudo a coragem das empregadas daquele balcão. Têm todo o meu respeito. Quase beijei e abracei a senhora que me atendeu. Não lhes gabo nem um bocadinho a sorte de vender carrinhos de linha e fechos éclaires (dos de 18cm, ‘tá claro! São os melhores, segundo aprendi hoje) à hora de almoço – hora de ponta numa retrosaria – e terem ainda a bravura e a audácia de anunciarem àquele público inquieto: “há que ter calma e aguardar pela vez, segundo a ordem de chegada. Com calma, paciência e educação tudo se faz! Um bocadinho mais de compreensão que somos poucas deste lado!”

(isto enquanto empurram delicadamente para fora do balcão uma ou outra freguesa mais impaciente que só quer um "feichinho para o biquini. É coisa pouca. Eu procuro, deixe estar!" Vi eu. Pois que vi.)

As empregadas daquele estabelecimento deviam estar armadas até aos dentes e ter aulas de defesa pessoal. E protegidas com guarda-costas e seguranças. E um valente seguro de vida/saúde.

Aquilo é a guerra. E mete realmente medo.

julho 14, 2010

Há dias assim….

“Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos responsáveis por aquilo que somos.”
(Jean-Paul Sartre)

Há dias em que apetece bater com a porta, mandar o patrão à fava e correr os colegas à bofetada. Dias em que se perde o apetite e se dorme com o trabalho. Dias em que a sanidade mental está por um fio e os nervos em frangalhos. Dias em que nos sentimos esgotadas, aturdidas, incompreendidas, mal pagas.

E depois há dias assim.

Dias bestiais que mudam em apenas 5 minutos. E todo o esforço, sacrifício e loucura são absolutamente compensados.

Assim vale a pena.

julho 13, 2010

I can't get no sleep...

Insomnia please release me and let me dream (…)"

(Faithless, Insomnia)



19h, chegada a casa.

20h15, jantar e telejornal.

22h10, primeira babadela no sofá depois de ter passado pelas brasas uma boa meia-horinha.

22h30, início de uma série na Fox.

00h55, sprint para a cama que ‘amanhã é dia de trabalho… ai meu Deus, ai meu Deus que é tão tarde’.

01h. 01h15. 01h20, ‘mas que raio….?! Porque não consigo dormir?! Não tarda, toca o despertador.’

01h22, ‘vai… fecha os olhos e sossega, Laura Vanessa. Shhhhhh!’

01h24, ‘la la la la…. la la la la…. Magniiiiiiificient!!!!! La la…. Mas eu estarei boa da cabeça?! A evocar U2 a uma hora destas????? Cala-te e dorme!’ (reboladela na cama)

01h27, a vizinha de cima toma um banhinho antes de ir para a cama. E anda pela casa de saltos altos. ‘Mas que m***?! Não há chinelos nessa casa??? Pareces um cavalo, mulher estúpida!!!!!’

01h41, cenas e pessoas e filmes e coisas que passam pela cabeça. ‘Laura, Laurinha não sejas parva! Orienta-te na vida.’ (viragem para o outro lado) 'Hum... hum... hum.... amanhã, volto a fazer dieta! Estou gorda!' (mais uma viragem) 'Devia comprar tinta para o cabelo.... esta já está a sair!'.....

01h45, 3 minutos dormidos e já a sonhar com coisas parvas e com as pessoas em geral (uma ou outra em particular)…. Nervos.

01h46, chichizinho da vizinha. ‘Vai dormir, tu também, ó……. criatura!’

01h52, calor. Tirar a t-shirt e o lençol. E vai de fazer contas à vida: ‘ora bem, a prestação do cartão de crédito.... ainda preciso de ir às compras..… mais o casamento no final do mês…….. 3× 9=27 e vão 5… hum hum hum….. porra, estou na miséria! Agora é que não durmo mesmo!..... Mas espera lá, o Y ainda me deve dinheiro…. Amanhã ligo-lhe!’

02h, frio. Puxar o lençol. (a vizinha ainda anda acordada. Raios partam a vizinhança que não ajuda em nada!!!)

02h02, nada. Esperta e despertíssima da silva. E… ups, cá estão eles e elas. Outra vez, as pessoas em geral e em particular a rondarem-me os pensamentos. ‘Ai a minha vida a andar para trás! Se ao menos dormisse…..’

02h07, ler. Ler na cama dá sono. E a cabeça sempre está ocupada.

02h37, o livro está a terminar e por isso, está cada vez mais emocionante e entusiasmante. ‘Não vou parar agora! É tarde, mas isto está cada vez melhor…..’

03h26, livro – 1. Sono – 0.

04h19, ‘snif snif….. que grande final! Lindo! Deviam fazer um filme disto…. Snif snif! Arrepiante!’


04h20, ‘calhando já dormias, não?!’

……

07h45, toca o despertador.

07h50, o despertador volta a tocar.

07h55, 'outra vez??? A m*** do despertador está aqui, está colado à parede.'

08h, última chamada do despertador. ‘WTF?!?!?! Jááááááá??????? C%*$%$# ME F&$%#$!!!!! P*#%? QUE PARIU!!!!! TENHO SONO!!!!!!!!! DEIXEM-ME DORMIR!!!’

julho 12, 2010

Olhem-me esse animal....!!

Os alemães têm o (já) famoso Paul, o polvo.

Eu tive, entretanto, um gato debaixo do carro. Literalmente. O bicho lá se encaixou algures no motor, miou penosa e desalmadamente e pregou-me um susto do catano – além de me ter obrigado a ajoelhar no meio da estrada e a encostar o nariz às jantes, enquanto gritava ‘biiiiiicho, bichiiiiiiinhooooooo… anda cá, bicho! Bchhhhh, bchhhhh, bchhhhhhh!’.

Agora que penso melhor… querem lá ver que ele estava a tentar dizer-me alguma coisa?!

Querem lá ver que ele sabia a chave do Euromilhões?!

Sexy Beach

Uma semana de férias, 3 dias de praia (que frequento com o objectivo de estar longe de todos, sossegada e em paz para poder pôr a leitura em dia) e tudo se resume… a sexo.

Honestamente, não sou nada pudica e orgulho-me de ser uma open mind em condições. Mas há limites. E também deveria haver respeito. Até porque um bocadinho de decoro nunca fez mal a ninguém. Isto para dizer que, se quiser ver ‘jovens inconscientes’ a copularem a céu aberto (e se eles copulavam com vontade e genica!!), no meio do areal, praticamente debaixo do meu chapéu (com tantos quilómetros de costa, tinha meeeeesmo de ser ali) - alugo um filme. Ou faço um em casa, dentro de 4 paredes, na intimidade como se quer. Ora.

Também acho que gente que ‘ensina’ técnicas de masturbação ao vivo, a cores e no meio de uma colónia de férias com miúdos com menos de 1m de altura, é gente… vá, parva. E namorada que se sujeita a tal espectáculo, é outra. E cheira-me que a criançada chegou a casa com dúvidas e questões muito pertinentes e que os respectivos pais, já trocaram de ATL.

Não tenho idade nem estofo para isto.
E não volto aquelas praias.

julho 02, 2010

Janela Indiscreta




Janela Indiscreta (Rear Window, 1954)
Origem: Estados Unidos
Género: Suspense, Thriller
Duração: 112m
Realização: Alfred Hitchcock
Interpretação: Grace Kelly , James Stewart, Wendell Corey

Quando o fotógrafo profissional Jeff Jeffries se vê obrigado a permanecer numa cadeira de rodas, com uma perna partida, nasce nele uma obsessão pela observação dos dramas privados dos seus vizinhos do outro lado do pátio. Certa vez, assiste a acontecimentos que lhe levam a suspeitar da ocorrência de uma morte e pede à sua namorada e à sua enfermeira para investigarem o caso...



Janela Indiscreta (2010)
Origem: Portugal
Género: Nervos!!
Duração: Todos os dias, a qualquer hora
Realização: Laura
Interpretação: Laura, o Palerma, o Parvinho e o Amigo

Cada vez que a Laura abre as janelas de manhã para ver como está o tempo, vai à varanda estender a roupa ou vai apanhar a aragem nocturna, leva com os vizinhos do prédio da frente. Claro que a Laura não é nenhuma Grace Kelly mas os ‘mirones’ também não são nenhum James Stewart ou Wendell Corey! Pelo contrário: são dois cromos que passam a vida agarradinhos ao computador e que só levantam a cabeça e o rabo da cadeira e emitem sons (como tossir, rir alto ou assobiar) cada vez que a Laura se movimenta no seu T0. Por vezes, junta-se a eles uma outra criatura que deve fumar 4 cigarros seguidos cá fora, em menos de 10 minutos, só para justificar o facto de estar ali especado.

Se aquilo fosse gente para entabular uma conversa simpática e engraçada, a Laura até era rapariga para alinhar na brincadeira e daqui a uns tempos, estavam todos a fazer uma sardinhada no meio da rua. Mas a Laura gosta pouco de gente parvinha e anda-se a passar. Um dia destes ou dá um show de streep (e ainda convida umas amigas, nomeadamente as que têm silicone) e deixa os moços de tal maneira envergonhados que nunca mais abrem as janelas ou chama aquele amigo grande e tatuado, que impõe muito respeitinho ao longe e muita 'cagufa' ao perto (mas que é um amor de pessoa)...
Um filme com um final inesperado, carregadinho de nervos e de mistério, em exibição no 'A Minha Vida Não Me Chega!'.

julho 01, 2010

Love my neighbors!

Depois de vários anos a viver naquele prédio/bairro e depois de já ter sobrevivido, visto e ultrapassado TUDO o que é possível e impossível, há claramente gente nova no pedaço.

Gente que, na primeira oportunidade, me rouba o parqueamento do prédio. (Olha… tantos lugares fechados e este aqui, aberto e livre! Deve estar mesmo à nossa espera!) Que por acaso, é coisa que me custa dinheiro todos os meses. E pelos vistos, inquietações a partir de hoje.

Portanto, se os proprietários do Audi quiserem alinhar, pagam-me o dito lugar e eu deixo o meu Clio ao ‘Deus dará’ para correr o risco de voltar a ser assaltado. É na boa. Ou podemos até combinar um sistemazinho de rotatividade. Qualquer coisa, para que o Audi não fique ao relento. Até porque é um bom carro. Melhor que o meu, obviamente.

De borla, é que não.

Por isso, caros vizinhos, e como deverão compreender, a partir de agora têm de se chegar à frente com o guito. 50/50 e não se fala mais nisso.

Para o caso de passarem dificuldades e terem receio de que o vosso Audi sofra algum acidente ou mazela, aviso já que a vizinha do 3º andar costuma deixar a garagem aberta. Escancarada. E só chega a casa por volta das 19h.

Ela é simpática. Não me parece que se importe.

janeiro 18, 2010

Como é que isto se faz?!


A minha vida não me chega. É um facto. De ‘maneiras’ que, por não ter sarna suficiente para me coçar, decidi dar um passo em frente (e não, ainda não estou à beira do precipício – como diria o outro). Para começar bem o ano, decidi… voltar à faculdade.

Estudar.

Acabar o diabo do curso que está pendurado por 2 cadeiras e mais uns trocos (abençoado Processo de Bolonha que me safou de uma imensa tese interessantíííííssimaaaaaaa) há já… uns anos valentes, vá! Mais do que devia – admito.

Resumindo e concluindo: o curso está por acabar e eu estou decidida a pôr um ponto final nesta palhaçada. O mais breve possível.

Colei o recibo das propinas na porta do frigorífico para olhar para ele toooooodos os dias (e às vezes a meio da noite), fui bater às portas dos gabinetes dos professores (oh Laura!! Ainda cá anda?! Não me diga que vem acabar o curso?! É desta?!) com aquele ar desorientado de quem esteve isolada numa estação espacial durante anos e só agora é que voltou à terra – para os mais impressionáveis, com um ar terceiro-mundista de quem só agora se está a recompor de uma série de azares (se o professor soubesse a minha vida nestes últimos anos, agarrava-se a mim a chorar!! Mas nem quero falar nisso…. O que lá vai, lá vai!) a pedir esclarecimentos de como recomeçar a estudar ou o livro de instruções de como andar naquela faculdade.

Cheguei à infeliz conclusão (é bem feito, para mim!), que tenho MESMO de ir às aulas. Isto de ‘estudar em casa e ir lá na altura dos exames’ – não pega! Preciso arranjar forma de sair a correr do trabalho, ouvir o professor falar durante 2h, rabiscar umas folhas e voltar a voar para o trabalho. Pacífico.

Porque o pior de tudo, o que realmente me está a deixar incomodada e deprimida… são os meus novos colegas. É que eles são realmente NOVOS. (esta gente entra na universidade depois do ciclo?!?! A julgar pela inteligência e maturidade de alguns, só pode….)

Portanto - e basicamente o meu drama resume-se a isto: como raio me vou chegar perto desta malta para lhe cravar apontamentos?! Chantagem e violência física (a la velhos tempos no liceu), bebedeira patrocinada ou arranjo mais uns piercings para dar uma de 'cota fixe'?!

Hum?

julho 29, 2009

Politiquices

A Democracia é o pior de todos os sistemas
Com excepçäo de todos os outros

Há muitos países que julgam
Que têm democracia, inclusivé
às vezes, o nosso
Mas encha-se de justiça o fosso
E erga-se a liberdade ao meio
Que só de intençöes
Está o inferno cheio

Näo há justiça sem liberdade
E o vice-versa é também verdade
E essa é a luta, no fundo
Pelos direitos humanos no mundo

(Sérgio Godinho, A Democracia)


Teorias e inspiração… são coisas que não me faltam. O próximo desafio será mesmo metê-las em prática.
(A minha vida não me chega - e não!)

Cheira-me que em breve, vão ouvir falar de mim. Provavelmente, mal.
(mas eu andava a pedi-las, não andava?!)

julho 08, 2009

Miss me?


Dizia eu, logo no meu primeiro post, que a criação deste blog iria servir para colmatar essa grande falha na minha vida que era… não ter vida. Basicamente. Ou melhor, não ter a chamada ‘sarna para me coçar.’ Nem coisa nenhuma que desse vontade de rir. Ou chorar. Ou provocar qualquer emoção. (a não ser, lá está, as tais idas quase diárias ao Multibanco que ainda hoje – engraçado como há coisas que nunca mudam!- me provocam convulsões e espasmos cada vez que vejo o saldo.)
Concluí então que a vida dos outros era bem mais interessante e já que a minha não me chegava e não, mais valia enfiar o nariz em vidas alheias.

Isto foi no final do ano passado. E eu estava longe de imaginar que não só o Michael Jackson ia desta para melhor, que era possível valer 92 milhões sem saber ler nem escrever – apenas chutar uma bola, como principalmente a minha existência ia sofrer uma reviravolta daquelas, digna de fazer chorar as pedras da calçada. Ou para quem prefere algo mais prático - digna de apanhar um pifo até à inconsciência e esperar, ao acordar, que toda a miséria fosse afinal uma parte da ‘maldita ressaca’.
Mas como dizia alguém, num filme qualquer: o raio da sorte anda a gozar comigo.

Da última vez que aqui passei, sangrava por todas as cavidades e estava surda que nem uma porta. Felizmente, estou sã e salva e com uma saúde de ferro (acho eu! É melhor não gabar para não agoirar). Curei-me de praticamente todas as mazelas e até voltei a ouvir bem. Ou quase bem.

Porque se tivesse uma audição apuradíssima, provavelmente teria ouvido os tipos que me assaltaram e destruíram o carro, o meu rico carro que tanto me custa a pagar, mesmo por baixo da janela do meu quarto (apesar de morar num 4ºandar, tenho paredes de papel. Ia jurar que ouvi no outro dia, o vizinho do rés-do-chão a abrir minis e a descascar amendoins). E como se o rádio (com o CD dos bons e original do Jack Johnson, lá dentro), não bastasse…vai de levar também a centralina e a bomba de combustível e ainda de partir uns vidros, cortar uns tubos e remexer no painel eléctrico. Para a doideira, vá. Só para chatear. Sim, porque segundo me consta, é preciso ter talento e habilidade para saber roubar sem estragar! Principalmente, peças de automóveis. Serve-me de consolo saber que não irão muito longe com uma bomba de combustível mal roubada. Ah ah!

Resumindo e concluindo, esta foi apenas a última que me aconteceu. (e que me rendeu uma bela de uma factura!) A penúltima e a anterior, nem vale a pena referir. Certo é que o ano vai a meio e eu não vejo a hora dele acabar, para o enterrar e esquecer.

Os outros dizem-me que depois de uma fase má, vem uma muito boa. E que tudo me irá correr pelo melhor. Mas a acreditar neste princípio e a julgar pelo que já me aconteceu, eu já merecia um cheque mensal igual ao do Cristiano Ronaldo. Pelo menos, durante 7 meses. No mínimo. (como que o dinheiro não traz felicidade?!?!)

Mas enquanto a ‘sorte grande e a terminação’ não me batem à porta, o melhor mesmo é escrever para expurgar. Partilhar para poder rir. Recomeçar para seguir em frente.

Os meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que nesta imensa viagem de montanha-russa foram os meus fiéis e leais companheiros de aventura: os meus amigos. Os de sempre, os recentes e os que se tornaram. Os que, à sua maneira, longe ou perto, estiveram, estão e estarão para me acudir nas aflições. Passar a mão na cabeça ou puxar-me as orelhas. Os que tiveram paciência para me ouvir e aturar e até os que me perdoaram por os ter ‘esquecido’. Os que recuperei por força das circunstâncias e os que se mantém na ‘sombra’, alguns sem saber de nada, mas que são imprescindíveis e inesquecíveis.

À minha irmã, a quem nunca terei palavras suficientes para lhe dizer o quanto a admiro e amo e que a sua presença diária tem sido um bálsamo e uma cura.

À minha família, que também à sua maneira muito própria, me tem segurado e mantido ‘sóbria’ e acordada.

Após ter passado uma das fases mais complicadas da minha vida (ai ter 28 anos é isto?! Bah!), resta-me agradecer aos que me traíram, desiludiram, abandonaram e magoaram. Porque foi graças a elas- às piores pessoas do mundo – que (re)aprendi a reconhecer as melhores.

E é por elas que estou de volta.

março 14, 2009

O fim


Um mês. Exactamente um mês depois, no dia do aniversário do astrónomo italiano Giovanni Virginio Schiaparelli (as cenas que se descobrem no Google, oh pá!) e o balanço é… no mínimo, vá… miserável. O prognóstico é desconhecido. O diagnóstico, incerto.

É dia 14 de Março e eu podia estar animadíssima e a gozar este dia absolutamente fantástico. Podia estar a derreter ao sol. Podia ter ido fazer uma daquelas caminhadas à beira-rio ligada ao mp3 ou ir tomar o pequeno almoço à baixa com um livro/jornal debaixo do braço armada em intelectual. Podia eventualmente, ter-me feito à estrada e ir visitar os meus sobrinhos.

Em vez disso, estou em casa porque estou surda. Entupida, mais uma vez, em antibióticos. Proibida pelo médico de apanhar sol ou correntes de ar. A sangrar por todas as cavidades do meu corpo, excepto pelos olhos.

À pergunta 'o que raio me falta acontecer mais?', a resposta é 'uma otite.' Mas não é uma otite qualquer – não. Nada disso. É uma otite que me levou, outra vez, de urgência ao hospital (já começo a ser conhecida no meio) e que me fez sangrar dos ouvidos. E posteriormente do nariz e da boca. As dores começaram terça-feira de manhã. À hora do almoço encharquei-me em analgésicos. A meio da tarde, toca de embrulhar mais uns comprimidos e de pôr umas gotas. Ao início da noite, foi quando dei em chorar desesperadamente com dores e em pânico por ver que havia sangue a escorrer-me pela cara, vindo dos meus ouvidos. Cena à filme, portanto.

Feliz ou infelizmente, quem entra no hospital ensanguentado e aos gritos é logo atendido. A otorrino explicou-me que devido à constipaçãozeca que tinha apanhado, o ranho acumulou-se nos ouvidos (que imagem bonita, hein?!). Provocou-me uma otite. Otite essa que me perfurou o tímpano esquerdo. [enquanto isto, o meu Sporting estava a levar 7 na pá… Uh-uh!!!] De maneiras que estou realmente surda. Pelo menos (e espero que sim), temporariamente. E a tomar uma nova dose de químicos. Claro.

Além disso, estou falida à conta das despesas de farmácia. Estou cansada de tanto hospital e médico. Estou sem defesas e com o meu sistema imunitário à beira do colapso. Estou exausta por passar noites em branco, sem dormir e tantas vezes com dores e nunca ter deixado de trabalhar. Estou em dívida para com os meus amigos e familiares que têm apanhado secas descomunais em urgências hospitalares, se têm preocupado e me têm acompanhado a toda a hora e instante.

Estou fartinha de tanto azar em tão pouco tempo.

Acho que estou realmente doente. E estou a preparar-me psicologicamente para enfrentar uma série de exames e análises para acabar de vez com este ‘circo mariano’.

Mas acima de tudo, estou viva. E se a minha vida não me chegava, agora sobra-me. Tenho material para dar e vender.

Ah! E finalmente, parou de chover.

O outro meio...

Estou convencida que se a TVI soubesse da minha história, seria convidada na hora para ir ao programa do Goucha ou passar a tarde com a sô dona Júlia Pinheiro (de máscara na cara, para conferir ainda mais dramatismo à coisa). Ou quem sabe, para vender os direitos para uma novela que teria depois o nome adaptado de um êxito musical qualquer de um qualquer artista – desde que fosse sobre desgraça e miséria. (assim de momento, só me lembro de Vida Malvada dos Xutos, mas o Moniz é que sabe. Ele é que é o patrão.)

Anyway… uma semana e uns dias (e mais uns quilos de comprimidos) depois, nem o dente nem o estômago se voltaram a queixar. Menos mal.

Voltei à ginecologista para saber porque raio continuava com uma ‘impressãozita’ e principalmente porque continuava a sangrar. Diz que é tudo normal. A ferida era grande e feia e cada organismo tem o seu ritmo de recuperação e etc e tal… mas que tudo estava a correr bem. Excepto… um ‘artefacto’ que tinha no útero. Uma espécie de caroço que não se percebia o que era nem de onde vinha. Em princípio, era um simples coágulo de sangue que não tinha sido absorvido ou expelido ou whatever. “Mas olhe, vai começar já a tomar a pílula que isso desaparece tudo. Vai é desregular o seu ciclo menstrual e vai continuar a sangrar… mas olhe, paciência. Tem de ser.”

E lá vim eu para casa, com o meu ‘novo artefacto’. E as minhas impressõezitas. E as minhas hemorragias. Mas finalmente comecei a melhorar…Tanto que até fiz aí umas noitadas e bebi uns copos (pois dar de beber à dor, é o melhor - já dizia a Mariquinhas!). Nada de exagerado mas o suficiente para me constipar. Um bocadinho. Ligeiramente. O típico pingo ao nariz devido à mudança da temperatura.
Mas, apesar de não ganhar para pensos higiénicos e cuecas novas, dores – nem vê-las. E o dente, impecável. E o estômago, porreiríssimo.

No entanto, a sabedoria popular é algo extraordinário. E eu devia ter levado a sério, pelo menos, um provérbio: “uma desgraça nunca vem só”.

O meio...

Diz que rir é o melhor remédio. E nesse sentido, comecei a rir muito muito muito na esperança de ficar curada. (O que eu me ri, sobretudo com nervos, nas longas horas de espera no médico.)
Mas não deu grande resultado. Aliás, comecei foi a não achar graça nenhuma à minha vida. Às minhas dores. Aos meus sangramentos. E às minhas mazelas.

4 dias (e apenas 4 dias) após ter sido queimada nas ‘partes baixas’, dei comigo nas urgências do hospital. Mais uma vez. Mas desta vez agarrada aos dentes e ao ouvido. Inicialmente, ainda julguei que fossem umas aftas e tal (“com tanto comprimido, Laura Soraia, esse fígado deve estar todo desgraçado. É natural que tenhas aí umas aftazitas. Vá… isso passa!”), mas novamente bati ao lado no diagnóstico. Tinha na verdade um dente incluso infectado que me doía cumó raio, que me fazia lacrimejar cada vez que engolia saliva e que me estava a pressionar o ouvido.

Resultado: vai de levar soro e de levar antibiótico na veia. Entre as 7h da tarde daquela quarta-feira e as 3h da manhã de quinta-feira, eu vi a luz. E não foi a do candeeiro!
Isto porque tenho uma certa alergia à penicilina. E apesar de ter avisado, prévia e repetidamente o médico que me atendeu (que vou a saber depois, era urologista….), o ‘sôtor’ lá me deu qualquer coisa que tinha um composto-derivado-aparentado-parecido à penicilina ou qualquer outro medicamento que - querem lá ver?! - sou também alérgica. E eu acabei a estrebuchar no meio do chão das urgências com uma espécie de choque anafilático, falta de ar e o estômago a arder. Mas a arder mesmo. Posso garantir (e sem me enganar) que a sensação é a mesma que engolir uma caixa de fósforos acesa ou um punhado de brasas.

Resumindo e concluindo, entrei no hospital ainda com dores no útero (e a sangrar), no dente e no ouvido e saí de lá com um extra. Mais um protector gástrico e uma palmadinha nas costas do doutor ilustrada com um “vamos lá ver se não fica com consequências graves no estômago.”
Se não fosse tão tarde, se não tivesse um amigo na sala de espera há horas e se toda eu não fosse uma dor imensa e intensa, teria mandado o médico e as incompetentes das enfermeiras (uma em especial, que ainda me cá está atravessada…) para a p*** que os pariu e processado aquela gente toda. E ainda ganhava dinheiro com isso.

Mas não. Naquela noite, naquela semana só queria descanso e sossego. E acordar de manhã, bem disposta e saudável.

O grande problema é que essa tal manhã tarda em aparecer. Deve ser a mesma manhã de nevoeiro em que D. Sebastião vai chegar num cavalo branco. No meu caso, de ambulância.

Voltei! (O princípio…)


Quando a ginecologista me disse “isto é capaz de lhe custar um bocado! O melhor é munir-se de analgésicos!”, estava longe de imaginar que aquele seria o princípio do fim da minha ‘carreira’. Literalmente. Pensei antes “Laura Vanessa, uma mulher nunca se agacha! Mulher foi feita para sofrer. Mulher aguenta dores menstruais, dar à luz e no limiar do desespero, um desgosto amoroso. Não é uma coisita no útero que te vai derrubar. ‘Bora lá queimar isto, tomar um Benuron ou outro e amanhã estás fina!”

A médica tinha razão. Aquilo custou-me e não foi só um bocado. Aquilo custou-me ao ponto de ficar lavada em sangue, suor, lágrimas e vomitado. Ao ponto de pedir a uma amiga que, por caridade, me fosse à farmácia e de 15 minutos depois, ligar-lhe a implorar-lhe que afinal trouxesse toda a droga possível que conseguisse extorquir do farmacêutico. Cheguei finalmente ao ponto de lhe pedir que me arrancasse o útero e o deitasse fora.
Faz precisamente hoje, um mês. Foi o pior Dia dos Namorados que a minha amiga teve (que eu cá nunca dei – muito menos agora, para o peditório de São Valentim). Foi provavelmente o dia mais sofrido da minha existência. Juro que não fazia ideia que era humanamente possível ter dores assim. Tão angustiantes e… dolorosas.

Quando finalmente me senti melhor e pensei “pronto, o pior já passou! Posso voltar ao meu blog e desatar a falar mal de tudo e todos!”, voltei a enganar-me. (acho que nunca me enganei tanto nos últimos anos como no último mês) O pior ainda não tinha chegado.
Mas chegou.
E o que me aborrece, é que ainda não se foi embora.

janeiro 29, 2009

Singin' in the Rain????


Estava capaz de esganar o Gene Kelly. Serenata à Chuva???? Singin' in the Rain????

A tua sorte, meu rapaz, é que em 1952 a vida devia ser bem melhor. E devia correr-te às mil maravilhas. E estavas em Hollywood. Não admira que te desse para andares a pular e a sapatear com água pelo umbigo.

Queria-te ver hoje. Aqui e agora.

Ah!Ah!Ah!Ah!Ah!

[aproveito para alertar os meus amigos/conhecidos/colegas que estão PROIBIDOS de me enviar powerpoints intitulados "Fotografias espectaculares com chuva". Imagens de casais felizes, aos beijos, debaixo de um temporal são igualmente interditas na minha caixa e-mails. Praias, palmeiras e chinelo de enfiar no dedo, são a partir de hoje um requisito para futuros fowards que incluam o meu endereço electrónico. Na pior das hipóteses, tipas de bikini super bronzeadas. Vá...]

Está de chuva, hoje... (quem diria?)


Conduzir em dias de chuva? De rir. Com nervos. Povo, é só água a cair do céu - nada mais. Cautela e precaução com o piso molhado - sim; burrice e falta de destreza - não. Já que fazem tantos estudos sobre coisas absolutamente inúteis, porque não estudarem a causa/relação entre fenómeno meteorológico e 'desaprendizagem' dos condutores durante a ocorrência de aguaceiros? Se me pagarem, pelo menos, umas caixinhas de calmantes, eu própria faço a sondagem.

Andar a pé em dias de chuva? De chorar. Com nervos. Principalmente, à conta daqueles artistas que passam com a maior das delicadezas e velocidade, mesmo em cheio daquelas imeeeensas poças de água. Amorosos.
Se isto continua assim, meto férias. Não há sistema nervoso que aguente.

Diz que dão chuva...

País mais triste e miserável, este, em que a única coisa que nos dão sem cobrar nada em troca e sem obrigar o povo a endividar-se até ao tutano... é chuva. Bah!
Alguém algures no planeta ou universo está a mandar-nos os restos de qualquer coisa. O refugo. Como se fossemos uma espécie de 'aterro sanitário meteorológico': "temos aí muita carga de água para mandar para baixo, durante 3 semanas. Sem parar. Para onde há-de ser? Qual o país que está a precisar afundar-se, ainda mais - literalmente - hum?? Portugal. Óbvio."
De maneiras, que é isto. E isto já é um exagero. Um abuso de autoridade - no extremo das responsabilidades.

E eu não tenho vida para isto.

Não tenho sequer roupa lavada para vestir. E a que foi para o arame, já lá está há 2 semanas. E há-de voltar para a máquina. Ainda bem que o meu stock de lençóis e toalhas é quase inesgotável (agora percebo o porquê de se fazer um enxoval, logo nos primeiros anos de vida. Dá muito jeito, sim senhor!)

Já as minhas calças de ganga vêem apenas água nas baínhas. Estão por isso com um aspecto... vá, da moda. Com umas manchas e tal. Mas não é defeito - é feitio. (Agora, usam-se assim. Estão umas na montra da Berska iguaizinhas. Palavra de honra.)

Cuecas e soutiens? Desisti de os secar, à noite, no aquecedor (a factura da electricidade vai ser bonita, este mês). Portanto e dado que fiquei praticamente despida nesta matéria, tive de ir comprar uns packs daqueles que trazem 4 ou 5 strings e que daqui uns meses, estão óptimas para... deitar fora. (e vivó saldos!)

Cabelo difícil de alisar e rebelde mesmo quando há humidade no ar - segundo o anúncio??? E está provado! Garnier não-sei-quê-não-sei-quantas deixa o cabelo 3 vezes mais liso!!! CALÚNIA!! MENTIRA!! Não testaram o produto debaixo das condições atmosféricas em que actualmente vivemos (nem na Suécia. Ou em Inglaterra.) e andam a enganar o consumidor. Deviam aliás, testá-lo em mim para verem a porcaria que andam a vender. Bastam-me dois segundos de cabeça ao léu - o tempo de abrir o guarda-chuva - e sou facilmente confundida com a Diana Ross ou o Marco Paulo nos early 80's (que é de momento, a cabeleira mais farta que me ocorre).

Já para não falar que uma pessoa não ganha para comprar chapéus de chuva. Deviam ser dedutíveis no IRS. Ou então (e já que inventam tanta coisa), deviam inventar uns chapéus que voltassem para casa e para os seus legítimos donos, sozinhos.

Ou seja - e feitas as contas, nem o mau tempo sai barato. Pelo contrário.

E ainda dizem que 'dão' chuva... Pois sim. Esperem lá.
Até parece que hoje em dia, alguém dá alguma coisa a alguém.