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outubro 26, 2010

Mãe sofre!

(Eu não tenho filhos mas estou solidária com estas mães. Muito. Como eu as entendo...)

setembro 22, 2010

M(al formada) R(epugnante) P(arvalhona)

Coitadinha. É doença.

Mas calhando, já há medicamentos e tratamentos para isto.

Alguém que a interne. Ou a esbofeteie. Muito. Por caridade!

[isto faz-me lembrar aquela piada de alguém muito feio que chama bêbedo ao bêbedo. Ao que o bêbedo responde: 'pois, mas amanhã a bebedeira está curada. Já o seu aspecto.....' Uma dieta pode resolver alguns problemas, mas a estupidez, a ignorância, a arrogância, o ressabianço e o preconceito...... ui, nem com uma lobotomia lá vai!]

setembro 06, 2010

(???????????)

Há dias, houve um incêndio aqui perto. Um lar de terceira idade explodiu devido a uma fuga de gás.

Como? Porquê??

Porque alguém sentiu o cheiro intenso a gás e lembrou-se: se calhar, temos aqui uma fuga de gás! Vamos acender um fósforo para ver se é mesmo.

E foi.

E pronto. É isto.

agosto 26, 2010

Nada


Para saber o quão deprimente pode ser a vida de uma pessoa (ou o quão calona ela se tornou, que nem às compras é capaz de ir), é abrir o frigorífico. O meu resume-se a… nada.

Tirando as 6 minis, um pacote de polpa de tomate, um de leite já no fim e meio frasco de maionese (light, para que conste) não se passa absolutamente mais nada no meu frigorífico.

Zero. Nem germes. Nem tupperwares de mamãe esquecidos. Nem ‘coisas’ verdes que podem, a certa altura, ganhar vida própria. Nada.

Cheira-me que está na altura de dar algum sentido à minha existência e ir 'socializar' para o supermercado.

agosto 20, 2010

Percebes que...

... a tua vida está urgentemente a precisar de animação, acção e aventura (q.b.), quando começas a sonhar com o MacGyver.

E não é um sonho por acaso, por ter visto uns episódios na RTP Memória. Nãããããããoooo. São sonhos recorrentes.

Se bem que - e sendo o MEU sonho - tenho pelo menos a hipótese de escolher o aspecto do homem (sim, porque os meus 10 anos já estão quase a triplicar e já não é com o MacGyver dos 80's que quero casar e ter filhos.)
(Se bem que ter um homem que sabe abrir portas com cartões de crédito e arranjar carros com pastilha elástica e um gancho de cabelo, deve dar um jeito bestial - convenhamos!).

E é com ESTE MacGyver que ando a sonhar (não, brincas!!!):



(eu tenho problemas. É oficial.)

julho 29, 2010

Como?!

Das duas, três: ou eu ando realmente com muito mau aspecto ou o velho piropo ‘ó boa! Ó grossa!’ já não rende como antigamente.

A verdade é que fui ‘perseguida’ por um senhor (com idade para ter algum juízo) na rua que durante os 5 minutos que caminhou atrás de mim, atirou-me com um ‘ciganinha bonita… és tão linda!’ (seguido dos beijinhos repenicados). E repetiu aquilo até o perder de vista e ouvido.

Honestamente, não me incomodam as ‘pérolas’ cuspidas das carrinhas de serventes de pedreiros ou as ‘bujardas’ do pessoal das minis na esplanada (ó fofa! Não sabia que as bonecas andavam! Não deves ter filhas ou sobrinhas: hoje em dia há bonecas que fazem tudo,’fofo’!). Pelo contrário: acho que quem se dá ao trabalho de abrandar, parar, assobiar, apitar ou se debruçar sobre a janela de um veículo em movimento merece alguma consideração – quanto mais não seja, pelos riscos que correm. Nomeadamente de se aleijarem.

E porque mal ou bem, só faz bem ao ego de uma mulher. Afinal, se eles se dão ao trabalho de nos chamar à atenção, é porque realmente merecemos, porra! (se fosse um tipo engravatado num grande carro, com muito bom aspecto e bem na vida, não nos incomodaria. Certo?!)

Agora, o ‘ciganinha’ é que me deixou perturbada.

Estou mesmo a precisar de férias....

julho 27, 2010

Esperteza saloia

Vamos lá ver se a gente se entende de uma vez por todas, para não ter que tomar medidas drásticas e arranjar uma inquietação com a vizinhança (que já por si, tem muito que se lhe diga!).
Porque se há coisa que me dá cabo dos nervos é o “chico espertismo” e a “esperteza saloia” dos meus vizinhos começa a tirar-me do sério.

A saber: os parqueamentos dentro de prédio não são para ocupar só porque sim. Só porque apetece.

As pessoas pagam-nos para poderem estacionar o seu automóvel. Boa?!

E se há dezenas deles no prédio fechados a correntes e cadeados, o que está temporariamente aberto não é um convite – repito: NÃO É UM CONVITE a “podem açambarcar-se deste lugar que está vago e à vossa espera! Fiquem o tempo que quiserem que isto é do povo!!!”

Pela segunda vez, deixo o aviso (desta vez ao dono do Opel Corsa): se querem, pagam! 50/50 e até podemos combinar um sistema de rotatividade para agradar a ‘gregos e troianos’.

Se não quiserem pagar o dito lugar, começam a pagar-me o seguro do carro para que eu o possa deixar na rua e acordar com ele assente em 4 tijolos e sem o rádio, peças de motor e afins. Como preferirem.

De borla e pelas costas, é que não.

Deus me dê paciência. Porque se me dá forças, isto vai dar em pancada.

julho 15, 2010

Corte e costura

Por força das circunstâncias – e porque encasquetei com um vestido e não descanso enquanto não arranjar um minimamente parecido – ando por estes dias a descobrir o maravilhoso mundo do ‘corte e costura’.

Confrontada com a impossibilidade de arranjarem o tal vestido num tamanho humanamente possível (para gente com mais de 65kgs) e recomendada por quem percebe da coisa [obrigada, miúda!], lá fui ter com uma profissional da ‘agulha e do dedal’. Até aqui, tudo a correr bem.

O pior foi quando a costureira me enviou numa (vim eu a saber depois) perigosa missão: ir à loja dos tecidos e à retrosaria. Demorei 5 minutos a encontrar o tecido que queria, a cor que procurava e a pagar a mercadoria.

A retrosaria é que deu cabo de mim. E tive medo. Muito.

Nunca estive num campo de batalha, mas desconfio que qualquer trincheira é bem mais calma que um grupo de mulheres a comprar botões. Estava aliás, longe de imaginar que 50cm de elástico (do mai fininho) e dois colchetes degenerassem em violência verbal, quase física (queres ir lá para fora, queres?! Hum?! Vê lá se queres que te cosa a boca, ó sua….mal educada…...!). [quem fala assim, tem claramente educação e respeito pelos outros, para dar e vender!]

O meu pânico não foi, nem de longe nem de perto menor, quando uma tal Alzira Melo furou uma fila de 10 pessoas e se encostou ao balcão a rosnar entre dentes “arrialmente, quem paga adiantado é mal servido! Tssssss….. Só cá vim levantar uma alça de uma carteira que comprei ontem e que já está pronta de certeza absoluta e que já está paga, que eu comprei-a ontem. Está em nome de Alzira Melo. Mas isto arrialmente quem paga adiantado é mal servido….. É uma bergonha! Ai que vida!”. Foi obviamente ignorada - o que não a demoveu de falar sozinha até chegar à vez dela (gentilmente cedida por mim, que me afastei o mais que pude da Alzira porque estava a ver que sobrava para os meus lados e ainda acabava estrafegada com a tal “alça da carteira que já está pronta e paga desde ontem!”)

Admiro a paciência e sobretudo a coragem das empregadas daquele balcão. Têm todo o meu respeito. Quase beijei e abracei a senhora que me atendeu. Não lhes gabo nem um bocadinho a sorte de vender carrinhos de linha e fechos éclaires (dos de 18cm, ‘tá claro! São os melhores, segundo aprendi hoje) à hora de almoço – hora de ponta numa retrosaria – e terem ainda a bravura e a audácia de anunciarem àquele público inquieto: “há que ter calma e aguardar pela vez, segundo a ordem de chegada. Com calma, paciência e educação tudo se faz! Um bocadinho mais de compreensão que somos poucas deste lado!”

(isto enquanto empurram delicadamente para fora do balcão uma ou outra freguesa mais impaciente que só quer um "feichinho para o biquini. É coisa pouca. Eu procuro, deixe estar!" Vi eu. Pois que vi.)

As empregadas daquele estabelecimento deviam estar armadas até aos dentes e ter aulas de defesa pessoal. E protegidas com guarda-costas e seguranças. E um valente seguro de vida/saúde.

Aquilo é a guerra. E mete realmente medo.

julho 12, 2010

Olhem-me esse animal....!!

Os alemães têm o (já) famoso Paul, o polvo.

Eu tive, entretanto, um gato debaixo do carro. Literalmente. O bicho lá se encaixou algures no motor, miou penosa e desalmadamente e pregou-me um susto do catano – além de me ter obrigado a ajoelhar no meio da estrada e a encostar o nariz às jantes, enquanto gritava ‘biiiiiicho, bichiiiiiiinhooooooo… anda cá, bicho! Bchhhhh, bchhhhh, bchhhhhhh!’.

Agora que penso melhor… querem lá ver que ele estava a tentar dizer-me alguma coisa?!

Querem lá ver que ele sabia a chave do Euromilhões?!

Sexy Beach

Uma semana de férias, 3 dias de praia (que frequento com o objectivo de estar longe de todos, sossegada e em paz para poder pôr a leitura em dia) e tudo se resume… a sexo.

Honestamente, não sou nada pudica e orgulho-me de ser uma open mind em condições. Mas há limites. E também deveria haver respeito. Até porque um bocadinho de decoro nunca fez mal a ninguém. Isto para dizer que, se quiser ver ‘jovens inconscientes’ a copularem a céu aberto (e se eles copulavam com vontade e genica!!), no meio do areal, praticamente debaixo do meu chapéu (com tantos quilómetros de costa, tinha meeeeesmo de ser ali) - alugo um filme. Ou faço um em casa, dentro de 4 paredes, na intimidade como se quer. Ora.

Também acho que gente que ‘ensina’ técnicas de masturbação ao vivo, a cores e no meio de uma colónia de férias com miúdos com menos de 1m de altura, é gente… vá, parva. E namorada que se sujeita a tal espectáculo, é outra. E cheira-me que a criançada chegou a casa com dúvidas e questões muito pertinentes e que os respectivos pais, já trocaram de ATL.

Não tenho idade nem estofo para isto.
E não volto aquelas praias.

junho 29, 2010

(Contra os canhões) Marchar, marchar…

O S. António já se acabou. O S. Pedro está-se a acabar. E o S. João, idem aspas aspas. (O que eu não esperava era ver uma Rainha Santa no meio de uma marcha popular a ‘cuspir’ confetis. Mas vi. Para o ano, sugiro um S. Francisco em flick flacks.)

Agora, arrumadas as marchas e nesta altura do campeonato, os santinhos vão é ‘marchar contra os canhões’ e ser chamados à selecção para acudir pelo Portugal no Mundial. Substituem-se as sardinhas pelas velinhas, os manjericos pelos cachecóis, os arquinhos e os balões pelas bandeiras e as ‘vuzuzelas’ (perguntava-me uma amiga no outro dia: mas afinal o que é isso?! A Vuvuzela? É uma terra? Fica aonde? Em África?... A tua cabeça às vezes, é que parece o deserto do Saara, mulher! Como é que é possível que nunca tenhas dado conta do raio da corneta?!?!?!), erguem-se as mãos em oração enquanto o esférico rola no campo e com sorte, ‘ainda vamos todos a Fátima a pé se ganharmos o Mundial’.

Isto nos primeiros 5 minutos de jogo. E com sorte.

Com azar, ao fim dos 90, rogamos pragas e atiramos culpas ao seleccionador, aos jogadores, ao massagista, ao senhor das toalhas, à equipa adversária, à FIFA, ao Maradona, ao Del Bosque e com jeito, ao primeiro-ministro (que bem as merece). Adere-se a um grupo no Facebook dedicado a vaiar os ‘Navegadores do Queiroz’. E lá se vai o respeito pela religião e pelo Pai Nosso Que Estais no Céu, deixa lá o Ronaldo meter um golinho - enquanto se apregoam em plenos pulmões, as actividades mundanas e sexuais das progenitoras dos aselhas e coxos que andam a correr atrás de uma bola e a ganhar mais num dia do que eu ganho num ano.

Se a coisa correr efectivamente bem, no final da partida, está tudo tão bem bebido e eufórico que já ninguém se lembra para que lado é Fátima. Quanto mais lá ir a pé. A nossa selecção é a maior. O chefe é tão genial que até deixa ver o jogo. Adere-se a mais um grupo no Facebook a enaltecer os feitos dos ‘Navegadores’.

E Noss’ Senhor nos (e lhes) dê saudinha e força, que assim não há coração que aguente até ao fim do campeonato.

janeiro 18, 2010

Como é que isto se faz?!


A minha vida não me chega. É um facto. De ‘maneiras’ que, por não ter sarna suficiente para me coçar, decidi dar um passo em frente (e não, ainda não estou à beira do precipício – como diria o outro). Para começar bem o ano, decidi… voltar à faculdade.

Estudar.

Acabar o diabo do curso que está pendurado por 2 cadeiras e mais uns trocos (abençoado Processo de Bolonha que me safou de uma imensa tese interessantíííííssimaaaaaaa) há já… uns anos valentes, vá! Mais do que devia – admito.

Resumindo e concluindo: o curso está por acabar e eu estou decidida a pôr um ponto final nesta palhaçada. O mais breve possível.

Colei o recibo das propinas na porta do frigorífico para olhar para ele toooooodos os dias (e às vezes a meio da noite), fui bater às portas dos gabinetes dos professores (oh Laura!! Ainda cá anda?! Não me diga que vem acabar o curso?! É desta?!) com aquele ar desorientado de quem esteve isolada numa estação espacial durante anos e só agora é que voltou à terra – para os mais impressionáveis, com um ar terceiro-mundista de quem só agora se está a recompor de uma série de azares (se o professor soubesse a minha vida nestes últimos anos, agarrava-se a mim a chorar!! Mas nem quero falar nisso…. O que lá vai, lá vai!) a pedir esclarecimentos de como recomeçar a estudar ou o livro de instruções de como andar naquela faculdade.

Cheguei à infeliz conclusão (é bem feito, para mim!), que tenho MESMO de ir às aulas. Isto de ‘estudar em casa e ir lá na altura dos exames’ – não pega! Preciso arranjar forma de sair a correr do trabalho, ouvir o professor falar durante 2h, rabiscar umas folhas e voltar a voar para o trabalho. Pacífico.

Porque o pior de tudo, o que realmente me está a deixar incomodada e deprimida… são os meus novos colegas. É que eles são realmente NOVOS. (esta gente entra na universidade depois do ciclo?!?! A julgar pela inteligência e maturidade de alguns, só pode….)

Portanto - e basicamente o meu drama resume-se a isto: como raio me vou chegar perto desta malta para lhe cravar apontamentos?! Chantagem e violência física (a la velhos tempos no liceu), bebedeira patrocinada ou arranjo mais uns piercings para dar uma de 'cota fixe'?!

Hum?

julho 28, 2009

Eu gosto é do Verão…!


Por acaso, nem gosto. Assim muito. Gosto só mais ou menos, vá.
O problema é que eu tenho vários problemas com o Verão. Mais do que tenho com o Inverno.

Problema nº1: incho com o calor. Palavra de honra que incho mesmo. Fico insuflável – a sério. Além disso, o meu cérebro fica igualmente afectado por temperaturas acima dos 30º. E, como diria o Poirot, ‘puxar pelas celulazinhas cinzentas’ no Verão, chega a causar sofrimento.

Problema nº2: não uso a chamada ‘roupa fresca’. Saias, vestidos e/ou shorts. E muito menos ando com os dedões dos pés ao léu, enfiados na sandaloca de tiras ou na havaiana. Isso é que não!! Quanto muito, a sabrina. E quanto muito, o top sem alças. Calça da ganga – sempre. Mas efectivamente há dias em que dá vontade de arrancar a pele. E a crença (não é mania ou preconceito: é um facto comprovado) de que tenho pernas feias, pés horrorosos e a tranca larga, não abona nada a meu favor nestas alturas.

Problema nº3: não gosto de praia. Aborrece-me estar horas a olhar para o mar (é só água a fazer catchum, valha-me Deus! E normalmente é gelada.) e a rebolar na areia. Ok, se me perguntarem – vais à praia? Vou. Mas não gostas? Não. Mas vais? Sim. Mas passavas bem sem lá ir? Absolutamente. Vou só apanhar os raios ultra violeta e o iodo essenciais para não andar transparente o resto do ano, ‘apagar’ aquelas marcas de borbulhas nas costas e pôr a leitura (toda a leitura acumulada ao longo de meses) em dia.

Problema nº4: a depilação. Constante. (Sim, porque o sol ‘ajuda’o pêlo a crescer… ppffffff!) O sofrimento que aquilo causa e o balúrdio que a esteticista nos leva. Já para não falar o quão difícil é arranjar meia horinha “só para tirar a maior… vá lá, Clarinha, arranja-me aí um espacinho no meio das tuas 4587 clientes!” E mais não vale a pena dizer.

Problema nº5: as amigas giras e magras. Adoro-as de paixão, mas é impossível sair (muito menos para a praia) com moças dignas de ‘capa de revista’, muito bronzeadas e esbeltas e consequentemente, descascadas. Por muito arranjadas e bonitas e bem sucedidas numa dieta que saíamos de casa, há sempre uma amiga que aparece 3 vezes melhor que nós!!! E nós passamos a ser a ‘miúda simpática, engraçada e divertida’ do grupo. Porque as outras são claramente ‘podres de boas’!!! (e é que são mesmo! Baaaaahhhhh!!!)

… e por falar em dieta bem sucedida….

Problema nº6: a linha. A gordura acumulada. O pneuzito. O Bibedum da Michelin. A celulite. A flacidez. As saladas e as sopas (e a fome que se passa). Os litros de água (e as idas constantes à casa-de-banho). As corridas ao ginásio. Os passeios… perdão, as romarias pelo bairro, de famílias inteiras, no final de jantar (e uma pessoa demasiado cansada para se arrastar do sofá para cama – quanto mais fazer kms para ‘resmoer’ o peixinho cozido da ceia). Os tamanhos M das t-shirts que devem ter as etiquetas trocadas (são na verdade um XS) bem como as calças 38 ou 40 (que na verdade equivalem a um 32. Vai lá perder peso para caberes na roupa, anda…) Os anúncios constantes dos comprimidos, cremes, iogurtes e águas que fazem milagres, plásticas e uma ou outra lipoaspiração. And so on, so on, so on….!


Mas o maior de todos os problemas, aquele me está a lixar com F grande…é que Verão à séria, este ano - viste-o!! Ainda não tive uma oportunidadezinha de me sentir mal com todos os meus ‘problemas’. E das poucas vezes que pisei a praia, sai de lá a correr debaixo de uma chuvada.

O que me está a inquietar verdadeiramente, é que não tarda a entrar de férias e eu quero (mas quero mesmo) apanhar um escaldão, rapar as pernas e encher o frigorífico de alfaces, nas próximas semanas.

janeiro 29, 2009

Vai chover! (Vai tu, ora...)


De maneiras, que ando fartinha de chuva até aos olhos. Aliás, a versão poética da coisa, diz que a chuva são "lágrimas vindas do céu" ou que "céu que está a chorar". Eu cá digo que alguém lhe deve ter dado um grande desgosto, porque ninguém 'chora' com tanta intensidade durante 3 semanas - irra!!!! (Ou mais, pelo andar da carruagem.)

Eu e uma larga centena de pessoas é que estamos prestes a chorar muito muito muito. Estamos a isto de apanhar depressões e esgotamentos - além de pneumonias e de tudo o resto derivado de pés molhados e cabeças encharcadas. Depois a malta fica de baixa. Trabalha-se (ainda) menos. E este país não é para acamados!

E não me venham cá com a história da escassez de água no planeta que ainda desato ao pontapé a alguém (aquele Al Gore anda mesmo a pedi-las!!).

Nem tão pouco usem essa desculpa para subir a factura da água, porque há por aí muita a escorrer das paredes. E de borla.

Quanto "às lágrimas que caem do céu" - moço, já parávamos com a choradeira. Eu também tenho problemas. E nem por isso me vez a pingar e a fungar em cima dos outros. Pois não?

Vai chover para outro lado. Vai.

Está de chuva, hoje... (quem diria?)


Conduzir em dias de chuva? De rir. Com nervos. Povo, é só água a cair do céu - nada mais. Cautela e precaução com o piso molhado - sim; burrice e falta de destreza - não. Já que fazem tantos estudos sobre coisas absolutamente inúteis, porque não estudarem a causa/relação entre fenómeno meteorológico e 'desaprendizagem' dos condutores durante a ocorrência de aguaceiros? Se me pagarem, pelo menos, umas caixinhas de calmantes, eu própria faço a sondagem.

Andar a pé em dias de chuva? De chorar. Com nervos. Principalmente, à conta daqueles artistas que passam com a maior das delicadezas e velocidade, mesmo em cheio daquelas imeeeensas poças de água. Amorosos.
Se isto continua assim, meto férias. Não há sistema nervoso que aguente.

Diz que dão chuva...

País mais triste e miserável, este, em que a única coisa que nos dão sem cobrar nada em troca e sem obrigar o povo a endividar-se até ao tutano... é chuva. Bah!
Alguém algures no planeta ou universo está a mandar-nos os restos de qualquer coisa. O refugo. Como se fossemos uma espécie de 'aterro sanitário meteorológico': "temos aí muita carga de água para mandar para baixo, durante 3 semanas. Sem parar. Para onde há-de ser? Qual o país que está a precisar afundar-se, ainda mais - literalmente - hum?? Portugal. Óbvio."
De maneiras, que é isto. E isto já é um exagero. Um abuso de autoridade - no extremo das responsabilidades.

E eu não tenho vida para isto.

Não tenho sequer roupa lavada para vestir. E a que foi para o arame, já lá está há 2 semanas. E há-de voltar para a máquina. Ainda bem que o meu stock de lençóis e toalhas é quase inesgotável (agora percebo o porquê de se fazer um enxoval, logo nos primeiros anos de vida. Dá muito jeito, sim senhor!)

Já as minhas calças de ganga vêem apenas água nas baínhas. Estão por isso com um aspecto... vá, da moda. Com umas manchas e tal. Mas não é defeito - é feitio. (Agora, usam-se assim. Estão umas na montra da Berska iguaizinhas. Palavra de honra.)

Cuecas e soutiens? Desisti de os secar, à noite, no aquecedor (a factura da electricidade vai ser bonita, este mês). Portanto e dado que fiquei praticamente despida nesta matéria, tive de ir comprar uns packs daqueles que trazem 4 ou 5 strings e que daqui uns meses, estão óptimas para... deitar fora. (e vivó saldos!)

Cabelo difícil de alisar e rebelde mesmo quando há humidade no ar - segundo o anúncio??? E está provado! Garnier não-sei-quê-não-sei-quantas deixa o cabelo 3 vezes mais liso!!! CALÚNIA!! MENTIRA!! Não testaram o produto debaixo das condições atmosféricas em que actualmente vivemos (nem na Suécia. Ou em Inglaterra.) e andam a enganar o consumidor. Deviam aliás, testá-lo em mim para verem a porcaria que andam a vender. Bastam-me dois segundos de cabeça ao léu - o tempo de abrir o guarda-chuva - e sou facilmente confundida com a Diana Ross ou o Marco Paulo nos early 80's (que é de momento, a cabeleira mais farta que me ocorre).

Já para não falar que uma pessoa não ganha para comprar chapéus de chuva. Deviam ser dedutíveis no IRS. Ou então (e já que inventam tanta coisa), deviam inventar uns chapéus que voltassem para casa e para os seus legítimos donos, sozinhos.

Ou seja - e feitas as contas, nem o mau tempo sai barato. Pelo contrário.

E ainda dizem que 'dão' chuva... Pois sim. Esperem lá.
Até parece que hoje em dia, alguém dá alguma coisa a alguém.

janeiro 27, 2009

A Real Telha - parte 2

"Uma boa telha oferece encaixes precisos, evitando a infiltração de água ou vento, resistência a intempéries, e desempenho condizente com o previsto no material empregado."
in Wikipédia, a enciclopédia livre


Que bom sabê-lo. Ainda bem que está a cair uma tromba de água lá fora. E que a minha telha é grande. E espero - boa.

Ainda estou para ver o que ela tem para me oferecer.

A Real Telha

Estou com a telha. Esta mesmo. É esta telha que pousa, hoje, sobre a minha cabeça.
Não sei se é do tempo de %&#?%, da TPM, alguma coisa que comi e me fez mal ou tudo junto. A verdade é que estou insuportável. E tudo o resto à minha volta, ainda mais.

Quanto muito, hoje daria para fazer um reclame a uma fábrica de cerâmica. Mas como ninguém está para me aturar com tão mau feitio, vou trancar-me em casa.

Os meus vizinhos que se orientem. E os tipos da TV Cabo também.

janeiro 19, 2009

Mamma Mia

A minha mãe é a maior. Mas é mesmo. E em tudo: é uma lutadora, uma sobrevivente, um exemplo, uma beleza, um orgulho, um espectáculo, uma força da natureza, uma mulher ímpar - and so on, so on, so on.
E é também, entre inúmeras qualidades, uma castiça.

Ora, a minha mãe não caminha para nova (nem eu!) e está, nesta altura, em plena reforma a gozar o seu merecido descanso. Ou seja, começa agora a desfrutar das maravilhas de uma novela da noite e de um final de tarde com o Fernando Mendes. E vive isto com a mesma intensidade com que viveu as alegrias e tristezas dos fregueses que lhe passaram pelo balcão da loja durante 30 anos.

De maneiras, que os nossos almoços de domingo começam com as tradicionais queixas acerca do meu progenitor ("o teu pai está de todo!") e terminam com o resumo semanal de uma tal Alice que anda a cavalo e que tem dois ou três ou mais amores e uma história de vida muito desgraçada. Não faço ideia de que raio está ela a falar mas presumo que seja coisa da TVI. E ela faz-me sempre o ponto da situação, como se de um familiar se tratasse:
- Mãe, e novidades? Está tudo bem?
- Não!
- Não?? Então porquê? O que se passa?
- Olha... aquele desgraçado anda a fazer a vida negra à rapariga. Uma tristeza! Ainda esta semana, ela foi... blá blá blá... e sabes o que ele fez?! Blá blá blá blá blá blá... Depois, o fulano meteu-se com sicrano e blá blá blá blá blá.....
- Mas quem, mãe?!
- A Alice!! A rapariga dos cavalos! Quem havia de ser???
- Mas eu não sei quem é, mãe. Eu não vejo novelas.
- Mas devias. Que aquilo é tão bonito. E o que eu gosto da Alice!
- Certo!....... E tirando isso, está tudo bem?
- Mais ou menos! Tenho ali uma galinha... só me dá problemas e arrelias. Não queiras saber! Anda a esconder os ovos e................

Como eu adoro a minha mãe! E o que ela tem para me contar.

Mas voltando à tal Alice, são tantas as vezes que está presente à nossa mesa, que qualquer dia também já lá tem um prato. No fundo, desconfio que toda esta 'preocupação' com a moça se deve ao facto de eu ser um 'caso perdido' no campo sentimental/matrimonial ("tu não queres casar e não...") - ou de a minha mãe não fazer ideia de como anda a minha vida amorosa - e de eu já ter desistido da equitação há uns largos anos.

Portanto, só me resta desejar à tal Alice, saudinha. Da boa. Que dure por mais algum tempo e que encontre um moço que a faça feliz. E que resolva a vidinha dela. Se não for por mais nada, pelo bem-estar da minha mãe.

[Quanto à galinha... é só apanhá-la a jeito e recitar-lhe uma receita de strogonoff . Vai pensar duas vezes, antes de voltar a esconder os ovos e de se meter assim com a minha mãe.]

janeiro 18, 2009

Outra vez os putos...

Conhecem aquele mito de que os miúdos, hoje em dia, nascem ensinados? Não é mito. É verdade. Eles agora vêm com um chip, um sensor, umas antenas - o que quer que seja. E quando nos apanham desprevenidos, atacam-nos sem dó nem piedade com questões, dúvidas e constatações para as quais não temos resposta ou reacção. São autênticos golpes de misericórdia. Diria até, testes de competência. E eles atestam-nos com comprovativos de ignorância e estupidez. E nós nunca estamos preparados para a 'bomba'.

A A. tem 5 anos e adoptou-me como tia. E eu dou-lhe banho, às vezes. Numa dessas vezes, confessou-me "um segredo":
- Sabes, tia, os meninos não podem ver as meninas nuas na casa de banho!
- (bom princípio, miúda!) Pois... pois não, isso é muito feio. (na tua idade então.... cruzes canhoto!!!)
- Não, tia, não é por isso....
- Ah não?! Então, querida?? (Maaaaauuu.... tu queres ver?!)
- Os meninos não podem ver as meninas nuas, porque senão eles despem-se e levam as meninas para a cama e dão muitos beijos! Ihihihihihihih....
- (Ai... Oh... Meu... Deeeeeeuuuuuuuussss!) Aaaaahhhhh.... está bem! E onde é que aprendeste isso?
- Aprendi sozinha. Na escola.
- (e andas tu num colégio de freiras!! Ai... Oh... Meu.... Deus!!!!) E a tua mãe, sabe disso?!
- Não. É segredo entre nós as duas.
- (eu sou uma tia cool, eu sou uma tia cool! Eu aguento!! Mas e agora? O que é que eu digo??? Hã....) Hum... então e na tua escola não aprendem a cantar e assim? Canta lá As Pombinhas da Catrina, anda... (uuuuuuffffffffaaaaa.....)

O F. é meu sobrinho e também tem 5 anos. Um dia depois da cena do banho com a A., a mãe liga-me e dispara-me isto:
- O teu sobrinho quer casar.
- Oi? Estou?? Quem fala??
- Pior: não sabe com quem. Se com a X se com a Y. Se bem que ele nunca esqueceu a W....
- Mas eu estou a falar com quem?? És tu, minha irmã???
- Não imaginas a conversa séria que tivemos.
- Não, não imagino...
- Diz ele que não sabe se há-de casar com a X - que é a namorada oficial. Mas agora conheceu a Y e a miúda deu-lhe a volta à cabeça. Para tornar as coisas ainda mais confusas, ele ainda anda com a W no goto. Sendo que conheceu a W entre os 2 e os 3 anos de idade!
- Mulheres... todas iguais! Tssssssss....
- De maneiras, que agora anda a X e a Y a questionar o rapaz e ele não sabe o que dizer.
- Nem eu! Nem eu!!
- E ele, coitadinho, não sabe o que responder. A nenhuma delas. Sente-se muito pressionado.
- Com 5 anos... pois... é normal!
- Ele diz que se pudesse, casava era com a irmã - que é tãããããããooo fofinha!!!
- Perante essa impossibilidade, ele que escolha a mais rica, gira e inteligente.
- Ahahahahahahahahaha... Se agora já é assim, estou para ver daqui a uns anos.
- É de família, sabes?! Somos pessoas bonitas, atraentes, interessantes e inesquecíveis. Fazer o quê?! (suspiro)

Raça dos garotos.

Não têm o Canal Panda em casa? O quarto cheio de cangalhada e tralha para brincarem? Barbies para pentear? Carrinhos para telecomandar? Hum?

Se os apanho com idade para irem para os copos, nem sabem o que os espera.